Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Matmos
Trinta anos de carreira assegurados por uma vontade maior de encontrar formas únicas de criar música electrónica viva, que transcende em permanência a barreira daquilo que se espera ouvir. Esse é o projecto de vida de Drew Daniel e M.C. Schmidt enquanto Matmos, uma ideia em movimento que, pode-se afirmar com segurança, é um arquivo vivo de sons e, por consequência, de memórias.
Formados em São Francisco em meados dos 1990s, têm agora base em Baltimore, de onde continuam a maravilhar pela forma como fazem o som do som soar. Com mais de uma dúzia de álbuns editados, colaborações importantes no bolso (sendo a mais relevante a ligação a Björk no início dos 2000s), Daniel e Schmidt criam música para espaços imaginários, onde realidade e fantasia convivem e sons reconhecíveis se misturam com outros inventados por eles. E tudo regressa a casa, à origem, ao mundano, sem que isso pareça aborrecido. E, sim, transformativo.
Não vale a pena procurar mais longe do que o mais recente álbum, Metallic Life Review, editado no ano passado pela Thrill Jockey, composto a partir de sons que foram recolhendo ao longo de anos, por todo o mundo. Sons metálicos, uma categoria específica, que se podem relacionar, ou provocar uma relação, com o ouvinte, que será díspar conforme aquilo que se procura e que se encontra nesta ideia de som metálico. Som familiar à composição, música, contudo os Matmos incorporam esses sons em frases que tanto ligam Harry Partch a Throbbing Gristle, como Einstürzende Neubauten a Susan Alcorn. Ouve-se como música electrónica, sente-se como música natural, onde a ideia de híbrido deixa de funcionar e existe apenas a presença de que esta música faz parte de nós. Tem sido assim desde que começaram. É revigorante sentir que continuam por lá, ainda cirúrgicos, mais precisos.
AS
Abertura de Portas
21:00
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